Israel quer provar que Jerusalém pertence aos descendentes de Davi

18 DEZ 2017
18 de Dezembro de 2017

A decisão dos EUA em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel ainda tem repercussões no mundo todo. Uma das “armas” dos palestinos para tentar anular a decisão é o argumento de que isso fere resoluções da ONU e da UNESCO, que insistem em dizer que não há ligação dos judeus com a cidade, em especial com o Monte do Templo.

A ministra da Cultura, Miri Regev, anunciou que a Autoridade de Antiguidades de Israel terá um orçamento de 70 milhões de dólares para escavações em muitos locais históricos de Jerusalém.

Ao contrário das escavações anteriores na cidade que sempre visavam “proteger” os sítios arqueológicos, o plano atual pretende descobrir, preservar e desenvolver a Cidade Velha de Jerusalém, da região de Har Etzion até a Cidade de Davi.

O projeto, no entanto, exclui o complexo do Monte do Templo, onde nenhuma escavação pode ser realizada. Mesmo assim, apenas revelar que havia uma ligação do palácio de Davi e de Salomão com o local já é o suficiente para comprovar o que está claramente relatado no Antigo Testamento.

Projeto Salém

Esse plano é uma iniciativa histórica, sendo a primeira vez que uma agência oficial do governo israelense realiza escavações de tamanho alcance na cidade declarada capital de Israel pelo rei Davi cerca de mil anos antes de Cristo.

Os documentos internos da Autoridade de Antiguidades de Israel, divulgados à imprensa apresentam o “Projeto Salém”, que cobrirá cinco anos de trabalho. A decisão de iniciar as escavações foi tomada em maio passado, mas ganhou novo impulso agora.

A ministra Regev negocia com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como cobrir os altos custos para a execução dos trabalhos, mas deverá receber uma resposta nas próximas semanas.

Entre os locais a serem escavados pelo projeto estão o Tanque de Siloé, a Fortaleza da Primavera, uma antiga passarela (rua elevada) que ligava a Cidadela de Davi ao Monte do Templo, a entrada do bairro judeu na Cidade Velha, as bases do Muro das Lamentações abaixo do Arco de Robinson.

O presidente da Autoridade de Antiguidades, Israel Hasson, disse que o “projeto Salém” dará uma resposta adequada a qualquer pessoa que questione o direito de Israel sobre Jerusalém.

“A imensa importância das escavações arqueológicas que ocorrem em Jerusalém não pode ser questionada. As escavações estão descobrindo as raízes profundas que temos em nossa terra”, afirmou.

Ao mesmo tempo Regev disse à imprensa que o desejo de ‘fortalecer’ os laços judaicos com a cidade é o coração dessa iniciativa. “Mesmo que (o presidente da Autoridade Palestina) Mahmoud Abbas conseguisse cavar centenas de metros no chão, não encontrará uma única moeda palestina de 2.000 ou 3.000 anos atrás”, enfatiza.

“A realidade mostrada toda vez que Jerusalém é escavada vale mais do que mil palavras. É a melhor resposta para todos aqueles que negam nossos vínculos com Jerusalém. Escavarmos a antiga Jerusalém, é a melhor confirmação para a declaração do presidente Trump [reconhecendo a cidade como capital de Israel]”, concluiu a ministra. Com informações Ynet News

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